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Quantas empresas de celulose tem Mato Grosso? Entenda a diferença para o MS

Enquanto o vizinho Mato Grosso do Sul se tornou, nos últimos anos, um dos maiores polos de celulose do mundo — atraindo bilhões de reais em investimento e se transformando na “capital global da celulose” —, Mato Grosso segue de fora dessa disputa. A pergunta quantas empresas de celulose tem Mato Grosso tem uma resposta direta e, para muita gente, surpreendente: nenhuma fábrica de celulose de grande porte está instalada no estado, apesar do nome parecido e da proximidade geográfica com o polo florestal do Mato Grosso do Sul.

Resposta direta: Mato Grosso tem fábricas de celulose?

Não. Levantamentos setoriais e o noticiário especializado em celulose e papel mostram que todos os grandes investimentos recentes do setor no Centro-Oeste — incluindo os anúncios bilionários de grupos como Suzano, Arauco e Eldorado Brasil — estão concentrados em Mato Grosso do Sul, não em Mato Grosso. A confusão entre os dois estados é comum, já que compartilham parte do nome, mas a geografia da celulose brasileira os separa claramente: o polo florestal fica no Sul, sustentado por décadas de plantio de eucalipto em larga escala.

Por que Mato Grosso do Sul virou o polo da celulose — e Mato Grosso, não

Mato Grosso do Sul concentra hoje um dos maiores complexos de celulose do planeta, com múltiplas fábricas em operação ou construção em municípios como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Inocência e Bataguassu. Somente o mais recente megaprojeto do setor, de um grupo chileno, envolve um investimento bilionário em dólares e promete gerar milhares de empregos diretos na região.

Essa concentração não é acidental. O Sul de Mato Grosso do Sul reúne solo e clima favoráveis ao eucalipto de crescimento rápido, proximidade com a malha ferroviária que escoa a produção até os portos de Santos, e décadas de política estadual voltada para atrair essa indústria específica, com incentivos fiscais e infraestrutura logística desenhada para o setor florestal.

Mato Grosso, por sua vez, consolidou uma vocação econômica diferente: grãos (soja, milho e algodão) e pecuária de corte em larga escala, atividades que ocupam a maior parte das terras agricultáveis do estado e competem diretamente pelo uso do solo com qualquer expansão florestal de grande porte. Não há, hoje, um projeto de fábrica de celulose de porte industrial anunciado para o território mato-grossense.

Mato Grosso do Sul concentra o polo de celulose, não Mato Grosso

Infográfico: celulose no Centro-Oeste

ONDE ESTÁ A CELULOSE NO CENTRO-OESTE
→ Mato Grosso do Sul: polo consolidado, com fábricas em operação e novos megaprojetos bilionários
→ Mato Grosso: nenhuma fábrica de celulose de grande porte instalada
→ Economia de MT: grãos e pecuária como principais vetores industriais e agropecuários
→ Economia de MS: celulose entre as indústrias mais ricas do país

MT e MS: dois estados, duas vocações econômicas distintas

A diferença entre os dois estados também aparece nos números do agronegócio. Mato Grosso é o maior produtor nacional de soja, milho e algodão, além de manter o maior rebanho bovino do país. Mato Grosso do Sul, embora também seja um gigante do agronegócio, encontrou na celulose um vetor de industrialização que soma valor à sua vocação florestal, algo que Mato Grosso não desenvolveu na mesma escala — ali, a industrialização recente tem se concentrado muito mais no processamento de grãos e carnes do que na produção de papel e celulose.

Isso não significa que Mato Grosso seja avesso à silvicultura: o estado tem áreas de manejo florestal e produção de madeira, sobretudo na região Norte, próxima à Amazônia Legal. Mas essa atividade segue majoritariamente ligada à extração e ao processamento de madeira nativa sob manejo sustentável, não ao cultivo intensivo de eucalipto voltado à produção industrial de celulose, que é a base do modelo implantado em Mato Grosso do Sul.

Existe possibilidade de Mato Grosso atrair fábricas de celulose no futuro?

Não há, no momento, nenhum anúncio formal de investimento desse porte para o estado. A competição por terra entre grãos, pecuária e uma eventual expansão florestal de eucalipto tende a manter essa equação desfavorável no curto e médio prazo, já que a rentabilidade da soja e da pecuária no estado segue elevada e concorre diretamente pelo mesmo tipo de área que um projeto florestal exigiria. Ainda assim, o crescimento acelerado do polo de celulose no vizinho Mato Grosso do Sul mantém o tema no radar de analistas do setor, que observam se a lógica de expansão florestal pode, eventualmente, avançar fronteira adentro em direção ao Sul de Mato Grosso.

Perguntas frequentes

Mato Grosso tem fábrica de celulose?

Não. Não há fábricas de celulose de grande porte instaladas em Mato Grosso. O polo de celulose do Centro-Oeste está concentrado em Mato Grosso do Sul.

Por que as pessoas confundem Mato Grosso com Mato Grosso do Sul nesse assunto?

Porque os dois estados têm nomes parecidos e são vizinhos, mas possuem vocações econômicas distintas: Mato Grosso é voltado a grãos e pecuária, enquanto Mato Grosso do Sul desenvolveu um polo florestal e industrial de celulose.

Quais empresas têm fábricas de celulose em Mato Grosso do Sul?

O estado reúne operações e projetos de grandes grupos do setor, incluindo companhias como Suzano, Eldorado Brasil e investidores internacionais que têm anunciado novos megaprojetos na região de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo.

Mato Grosso tem indústria florestal?

Sim, mas concentrada em manejo e processamento de madeira nativa, principalmente na região Norte do estado, e não no cultivo intensivo de eucalipto para produção industrial de celulose.

Existe algum projeto de fábrica de celulose planejado para Mato Grosso?

Até o momento, não há projetos de fábricas de celulose de grande porte anunciados oficialmente para o território de Mato Grosso.

Conclusão

A resposta para quem pergunta quantas fábricas de celulose existem em Mato Grosso é direta: nenhuma de grande porte, ao contrário do que a semelhança de nomes com Mato Grosso do Sul pode sugerir. Enquanto o vizinho se consolida como um dos maiores polos globais de celulose, Mato Grosso mantém sua vocação em grãos e pecuária, com a indústria florestal restrita ao manejo de madeira nativa — um retrato que evidencia como dois estados vizinhos podem seguir caminhos econômicos completamente diferentes.

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