Opinião • Postado em 04-02-2019

O preço da dignidade

Gilson Nunes

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Somente aquele que a tem, sabe o valor que ela possui: Falo da DIGNIDADE humana. A vida é um conjunto de saberes, de conhecimentos e de experiências que se sucedem sucessivamente no dia-a-dia. O cotidiano da sociedade é configurado pelos improvisos e imprevistos que a cada segundo surge. O conjunto da obra possui duas vertentes básicas: A primeira é aquela que leva o indivíduo à glória, considerando a sua postura de forma singular, objetiva, sem fazer alardes, ou nariz empinado, arrogante e temperamentos tempestuosos. Num segundo plano, postula-se que por mais crítico que o fato descerra, a conduta do indivíduo se baseia na inteligência, decisões aonde o bom senso é o energético da humildade.

Nas décadas passadas, a palavra do homem valia mais que a sua própria assinatura. Podia-se dizer que ela era a confirmação de sua personalidade, tinha a fotografia de sua seriedade e de seus conceitos éticos. Não sustentar a palavra era o mesmo que não ter caráter, faltando o caráter, a dignidade não existia.

Com as colocações expostas sobre “DIGNIDADE”, é possível identificar dentro da sociedade, quais as classes sociais com perfil que mais se aproxima e a que menos aproxima da DIGNIDADE. Sempre que praticamos uma infração, ou algo que não possa ser revelado, temos a preocupação de esconder o mal feito, bem como proferir uma série de mentiras na expectativa de esconder a verdade. Somente aquele que acredita é porque não sabe fazer a leitura dos olhos.  Os olhos não permitem e não comungam com palavras soltas ao vento e nem se cumplicia com gestos teatrais.

É oportuno lembrar que a dignidade não é matéria que se ensina em escolas ou faculdades, botecos etc. Ela é a nata original dos costumes paternos, aonde residem o amor, a honestidade, pensamentos que ultrapassam o sexto sentido, e a capacidade incomensurável da honra, da justiça e sobretudo, a capacidade de perdoar sem os limites impostos pelo rancor. Diante dessa teoria,  seria lógico conceber e enxergar que a dignidade esteja mais próxima dos conceitos religiosos, onde fundamentam-se os dez mandamentos: Não furtarás, não mataras, Não darás falso testemunho contra o teu próximo, etc...

A Dignidade tem lá suas irmãs de sangue. Uma delas, a ética por exemplo, teoricamente, faz parte de um conjunto de adjetivos que exige certos posicionamentos pessoais que desafiam a lógica sem dispensar a serenidade. Todavia, não se trata de orgulho, mas sim, na humildade de saber se colocar no lugar do outro, de arrepender-se, de saber que em certas situações é preciso tomar certas decisões atípicas, ilógicas, desde que essas não venham a prejudicar o seu semelhante. Ser digno é ser capaz de absorver o respeito da sociedade com humildade, é não querer colocar os bois na frente dos carros. É ser tudo aquilo que o bem requer e que sequer, imaginamos...

Gilson Nunes é jornalista – gnunes01@yahoo.com.br

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