Opinião • Postado em 12-06-2019

O fim do Estado - Segunda Parte, Peso da Máquina

João Edisom de Souza

/ Arquivo pessoal

Os acontecimentos resultantes do período da Segunda Grande Guerra marcaram uma nova etapa no mundo. Jamais tantos países e tão distantes uns dos outros tinha combatido juntos e, pela primeira vez na história, houve intensos bombardeios inclusive com utilização da bomba atômica, que abateu muitos civis inocentes. Por remorso ou por culpa o mundo escreveu princípios básicos de humanização e colocou o Estado como percursor e responsável pela execução.

Já durante a Segunda Guerra, o presidente estadunidense Franklin D. Roosevelt começou a discutir a criação de uma agência que sucederia a Liga das Nações. A Carta das Nações Unidas foi elaborada em uma conferência entre abril e junho de 1945 e entrou em vigor em 24 de outubro do mesmo ano, quando a ONU começou a operar.

Com isso surge a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, e que delineia os direitos básicos das pessoas. Com isso, o Estado passa a ter protocolos a serem seguidos para estabelecer a justiça individual e social. Tudo promovido pela estrutura de estatal.

Esses fatos importantes e necessários fizeram com que a estrutura do Estado inchasse e ele passasse de um mero cobrador de imposto com finalidade regulatória (policialesca e fiscalizadora) para ser o promotor do bem estar social da coletividade.

Com a distribuição das redes de energia elétrica, somada aos avanços da tecnologia, a indústria e o comércio se tornaram um atrativo para as pessoas deixarem o campo e se mudarem para as cidades. As demandas e agenda do Estado aumentaram consideravelmente.

Com tanta tarefa, a estrutura do Estado foi avolumando e tendo na sua atividade meio o maior problema. Tanto que no final do século XX o Estado já é responsável pelo anticoncepcional, pré-natal, parto, documentação, alimentação, educação (creche, berçário, pré-escola, escola, faculdade, pesquisa e extensão), saúde (prevenção, consulta, exames, remédios e internação), moradia digna, emprego digno, renda mínima, segurança, aposentadoria e, quando morrer, tem que enterrar e cuidar do cemitério.

Para atender tamanha demanda e a necessidade de dar qualidade as funções dos funcionários, as carreiras públicas em todo o mundo se tornaram um atrativo a parte, obrigando o aparelho estatal a ser exemplo em valor de renda, carga horária e qualidade de vida.

Hoje o estado é uma maquina de torrar dinheiro para dar conta de tantas demandas. Responsabilidade, proteção e atenção custam caro e a melhoria de qualidade de vida é infinita. Quanto mais e melhor o Estado atende, mais gente vai encostar. No artigo da próxima semana falo da desterritorialização e o fim das fronteiras.

 

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