Opinião • Postado em 27-06-2014

MISTÉRIOS NA SERRA DO RONCADOR - 4

Onofre Ribeiro

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Tive a oportunidade de entrevistar em 2012 Galvan Luvison e João Carlos Santini, dirigentes do Santuário Místico e Ecológico do Roncador, no programa “Hora Marcada”, que mantive por dois anos na TV Cultura, em Cuiabá. O tema, é claro, foi o santuário e sua filosofia espiritualista complexa e milenar.

Segundo Galvan, a combinação dos minerais predominantes na serra e no solo, geram um magnetismo que termina potencializado quando a energia dos mestres antigos do planeta se somam. Na verdade, no local onde se realizam os tratamentos, o ambiente é visível de energias diferentes das habituais. Senti isso facilmente.

Em 2011 trabalhava na Secretaria de Comunicação Social do governo de Mato Grosso, quando o secretário Osmar de Carvalho pediu-me para fazer uma apresentação para os dirigentes da Escola de Samba Beija-Flor, que estava interessada em ter Mato Grosso como o samba-enredo no carnaval de 2014. Foi no Hotel Devile, em Cuiabá. Além dos dirigentes da escola, Neguinho da Beija-Flor e Aila, estavam presentes muitos intelectuais e outros profissionais técnicos. Conversei com eles sobre a cultura pantaneira, cuiabana, garimpeira, agronegócio, cerrado, Amazônia, e eles me olhando atentos e impassíveis.

Como havia outros estados interessados em patrocinar o carnaval em 2014, senti-me muito pressionado na defesa de nosso estado. Por fim, meio desanimado pedi licença e contei-lhes algumas estórias do misticismo espiritual de Chapada dos Guimarães, das profecias de Dom Bosco, do Centro-Oeste e, por fim, a minha visita ao Santuário do Roncador e as experiências que presenciei. Na medida em que falava, eles se inquietaram e começaram a perguntar ansiosos e atropeladamente. Pensei comigo: é por aqui, pelo misticismo e pelo espiritualismo. E contei tudo o que sabia sobre terceiro milênio, Era de Aquários, Coronel Fawcett, futuro, raças futuras, miscigenação racial desses últimos 40 anos em Mato Grosso, etc. Impressionados, ficou praticamente certa a escolha de Mato Grosso. No começo de 2012 deixei o governo e Osmar também. O projeto morreu depois disso.

Bom foi que os dois diretores da Beija-Flor quiseram ir ao santuário porque ambos tinham câncer. Oferecemos o avião pra levá-los e o apoio. Na data fui de carro, junto com minha mulher Carmem, para recebê-los lá. Mas por questões de agenda não foram. E, de novo, participei dos rituais, desta vez como assistente e, por convite do mestre Stepnefille, Carmem e eu praticamos a aplicação energética de cura. Ficou claro que fomos meras ferramentas de uma energia maior. Marquei pra voltarmos, mas acabou não dando certo....ainda! Encerra amanhã a série.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro@terra.com.br   www.onofreribeiro.com.br

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