POLÍTICA • Postado em 02-10-2017

Taques exonera secretário acusado de alterar protocolo de denúncia de grampos

Aline Brito

/ Chico Valdiner/GCom/MT

O governador Pedro Taques (PSDB) exonerou o secretário da Casa Civil de Mato Grosso, José Adolpho Vieira, nesta segunda-feira (02). Adolpho é acusado de ter fraudado o protocolo do ofício que denunciou um esquema de grampos clandestinos no Governo do Estado.

Vieira será substituído pelo deputado estadual Max Russi (PSB).

O esquema de grampos ilegais funcionou na Polícia Militar em Mato Grosso, entre 2014 a 2015, com autorização judicial para investigar pessoas suspeitas de crimes. No entanto, os grampos se expandiram para políticos, jornalistas, advogados, médicos entre outros. 

A fraude no protocolo de recebimento da denúncia foi identificada por meio de uma auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE).

Segundo CGE, o ofício da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) que denunciou o esquema no governo chegou a ser protocolado na Casa Civil, mas foi substituído por outro documento, com o mesmo número, que se tratava de pedido de obras em Juara (a 690 km de Cuiabá).

Conforme a auditoria da CGE, o ofício reservado da Sesp foi protocolado na Casa Civil com o número 542635/2015 às 10h26 do dia 14 de outubro de 2015 e a descrição do documento foi feita no minuto seguinte. Às 10h28 o processo é tramitado da pasta para o gabinete do governador.

No mesmo dia, às 14h56, o ofício foi cancelado do sistema. Às 15h02, ele é atualizado e sua descrição modificada para um pedido de obras do Legislativo de Juara. A auditoria mostrou que a solicitação da Câmara daquele município foi feita, mas recebida semanas antes, especificamente no dia 24 de setembro de 2015.

José Adolpho assumiu o cargo no governo depois que Paulo Taques, primo do governador Pedro Taques pediu exoneração do cargo, em maio deste ano. Paulo Taques foi preso em agosto por suposto envolvimento no esquema, mas foi solto quase uma semana depois. 

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