POLÍTICA • Postado em 26-07-2018

Secretário contesta dados de Mendes e afirma que dívida de MT é de R$ 500 milhões

Aline Brito

Da redação

/ Reprodução

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, contestou o pré-candidato ao governo, Mauro Mendes (DEM) e afirmou que a dívida do Estado atualmente não é de R$ 3,6 milhões como disse o democrata.

Mendes citou o valor durante apresentação de sua pré-campanha, na última terça-feira (24). Segundo o ex-prefeito, o Estado é “mal gerido” e que levaria até dois anos para arrumar as finanças.

Em contrapartida, o secretário explicou que o Governo virou de 2017 para 2018 com R$ 2,8 bilhões. Deste valor, segundo ele, R$ 700 milhões eram da folha de pagamento, que foram pagos em janeiro.

“Primeiro, temos que desmistificar. Esse número, hoje, não é real. Nós viramos o ano com R$ 2,8 bilhões de restos a pagar. Sendo R$ 1,7 bilhão de restos a pagar processados, que são aqueles que estão pronto para pagamento. E R$ 1 bilhão daqueles que não estão aptos”, disse Gallo durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, nesta quarta-feira (25).

Segundo Gallo, retirando as operações de crédito de obras, o Governo deve, na verdade, R$ 500 milhões.

“Temos outros R$ 600 milhões que são operações de crédito. Que são restos a pagar, mas de investimentos. Por exemplo, uma estrada sendo feita, tem uma operação de crédito do BNDES, da Caixa, que tem dinheiro lastreando e não é uma dívida sem lastro”, disse.

“Então, temos hoje de dívida em torno de R$ 450 milhões a R$ 500 milhões. Se você pegar esse valor que devemos, hoje, grande parte já está pronta para pagamento e estamos discutindo com nossos fornecedores”, explicou.

O secretário afirmou que o valor é próximo ao que o ex-governador Silval Barbosa deixou em 2014.

“Nós temos uma situação em que o governador adotou as providências cabíveis no sentido de que tivemos um governo que enfrentou uma terra arrasada em Mato Grosso, enfrentou com muita contundência a corrupção, e nós conseguimos economizar nisso R$ 1 bilhão”, disse.

“Esse valor que devemos hoje seria de R$ 1,4 bilhão se não tivessem sido adotadas todas as auditorias que foram feitas. Enfrentamos uma série de casos de corrupção e a pior crise econômica da história. Mesmo com tudo isso, temos as finanças controladas e medidas que ainda devem ser ajustadas para conter o gasto público”, completou.

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