POLÍTICA • Postado em 03-10-2017

Ministro determina que delação de Nadaf seja anexada à de Silval Babosa

Aline Brito

/ Reprodução

Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, cópias da delação premiada do ex-secretário chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, serão transladadas, ou seja, anexadas à delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Tanto Silval como Nadaf fizeram um acordo de delação premiada como a Procuradoria-Geral da República (PGR), por terem políticos com prerrogativa de foro envolvidos em esquemas de desvios de dinheiro.

A união das delações foi solicitada pelo procurador da República Rodrigo Janot, quando ainda estava no comando do Ministério Público Federal (MPF), no último dia 27.

Na decisão, o ministro Fux determinou que a Polícia Federal interrogue o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o filho dele Rodrigo Barbosa, o ex-chefe de gabinete Sílvio Cézar Corrêa Araújo, o ex-secretário de Estado da Casa Civil e o empresário Genir Martelli, dono da Martelli Transportes, no prazo de 90 dias.

Neste prazo a Polícia Federal também deve realizar exame pericial nos aparelhos que gravaram os áudios e vídeos presentes nos processo entregues por Silval Barbosa, seus familiares e seu assessor. O exame será feito pelo Instituto Nacional de Criminalística.

Nas gravações constam, por exemplo, deputados estaduais da gestão de Silval recebendo maços de dinheiro do ex-chefe de gabinete do governo Sílvio Corrêa, no Palácio Paiaguás. O dinheiro seria referente a um suposto “mensalinho” pago pelo chefe do Executivo aos parlamentares em troca de apoio e governabilidade.

O inquérito sob relatoria de Luiz Fux apura dezenas de fatos criminosos delatados por Silval Barbosa, cometidos por uma “organização criminosa instalada no Governo do Estado de Mato Grosso”.

É uma continuidade da Operação Ararath e que teve seu mais recente desdobramento com a Operação Malebolge, no dia 14 de setembro, quando autoridades do Poder Legislativo, do Tribunal de Contas do Estado, prefeitos e empresários foram alvos de mandados de busca e apreensão e afastamentos.

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