POLÍTICA • Postado em 09-01-2019

Mendes apresenta propostas para deputados; projeto prevê extinção de empresas

Aline Brito

Da redação

/ Gcom-MT/Mayke Toscano

O governador Mauro Mendes (DEM) apresentou nesta quarta-feira (09), para os deputados estaduais um pacote com quatro projetos que serão enviados na quinta (10) para votação na Assembleia Legislativa. A reunião aconteceu no Palácio Paiaguás.

Entre as medidas estão a reforma administrativa do Executivo, que inclui a reforma e extinção de secretarias e a junção do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) 1 e 2.

O projeto de reforma administrativa prevê a extinção de seis empresas públicas para cortar gastos e equilibrar as contas.

A proposta propõe a extinção da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer), da Companhia Matogrossense de Mineração (Metamat), da Mato Grosso Desenvolve, Agência Metropolitana (Agem), da Empresa Matogrossense de Tecnologia da Informação (MTI)  e da Central de Abastecimento do Estado (Ceasa).

Em entrevista dada na manhã desta quarta-feira (09), à Rádio Capital, Mendes afirmou que essas empresas não são necessárias para o Estado.

“Não vou ficar enrolando igual o [ex-governador] Pedro Taques que ficou um ano e meio falando que ia mandar a reforma administrativa e não mandou. Amanhã já vai a reforma para a Assembleia Legislativa. De 24 nós estamos reduzindo para 15 secretarias. Estou pedindo autorização para extinguir seis empresas públicas. Precisamos economizar, não tem mais jeito. O Estado não pode ser esse gigante. São empresas que nós julgamos não serem necessárias", disse Mendes.

"O Estado tem que fazer  aquilo que é necessário, que é importante. O Estado grande demais fica descontrolado e aí fica acontecendo essas maluquices, como na Empaer, salários astronômicos, muito acima da realidade do mercado”, acrescentou.

Ao se referir a Empaer, Mendes fala sobre ganhos salariais de alguns funcionários do qual considera exorbitante.

O governador citou, por exemplo, que há motorista na empresa ganhando R$ 13 mil ao mês.

“O cidadão tem que entender que quem paga a conta somos todos nós cidadãos, que para manter esse estado de coisas que está aí, daqui a pouco vamos ter que chegar para o cidadão e dizer: O ICMS da energia que é de 40% não está dando mais não, vou ter que subir para 80%. O cidadão não aguenta mais aumento de impostos. Então, essas medidas são para defender o bolso do cidadão para não ter que ficar fazendo mais aumento de carga tributária e fazer sobrar dinheiro para investir naquilo que importa para o cidadão, que é segurança, a educação”, pontuou. 

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