POLÍTICA • Postado em 14-08-2018

João Emanuel é condenado há cinco anos por corrupção ativa

Aline Brito

Da redação

/ Reprodução

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Cuiabá, João Emanuel foi condenado a cinco anos de prisão e pagamento de multa pelo crime de corrupção ativa.

A sentença é referente a denúncia do Ministério Público do Estado (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em setembro de 2013. Outras nove pessoas foram acusadas de envolvimento em atos de corrupção para compra de decisão judicial visando a soltura de traficantes da família “Pagliuca”.

A denúncia do MPE foi resultado da Operação Assepsia, deflagrada pelo Gaeco.

Na ocasião, foram expedidos dez mandados, sendo cinco de prisão e cinco de busca e apreensão contra um advogado, um estagiário, um servidor público do Judiciário e dois traficantes.

Durante o cumprimento dos mandados, dois investigados tentaram subornar os agentes. Na primeira tentativa, o estagiário e o advogado envolvido no esquema ofereceram R$ 1 milhão para que o assessor jurídico redigisse e submetesse ao magistrado decisão revogando a prisão dos "Pagliuca".

O estagiário teria afirmado que já tinha acertado com um desembargador, que confirmaria a decisão em segunda instância.

Na segunda tentativa de suborno, no montante de R$ 1,5 milhão, a ação partiu do servidor do Tribunal de Justiça juntamente com os dois beneficiários da quadrilha de traficantes.

Eles sugeriram ao assessor do juiz que redigisse decisão de conflito negativo de competência do processo dos 'Pagliucas' e submetesse ao juiz, visando, com isso, à ocorrência de excesso de prazo, o que legitimaria a soltura dos réus pelo Tribunal de Justiça. Alegaram que já tinham fechado um esquema com o desembargador e que tal decisão seria mantida.

Condenações de João Emanuel

João Emanuel está preso deste setembro de 2016. Ele acumula ordens de prisões preventivas relacionadas às operações Aprendiz, Assepsia e Castelo de Areia.

Em setembro passado, ele foi condenado a 13 anos e quarto meses de reclusão, além de 186 dias-multa pelo crime de lavagem de dinheiro. Em dezembro de 2016, ele havia sido condenado a 18 anos de prisão, por oito crimes de peculato. Ele foi acusado de cometer irregularidades à frente do Parlamento, ao desviar recursos para pagar dívidas de campanha.

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