POLÍTICA • Postado em 29-09-2017

Governador se reúne com Poderes para evitar possível "crise" institucional

Aline Brito

/ Ednilson Aguiar

O governador Pedro Taques (PSDB) se reuniu na tarde desta quarta-feira (27), no Palácio Paiaguás, com os presidentes da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), e do Tribunal de Justiça, desembargador Rui Ramos, para evitar uma possível crise institucional entre o Executivo e o Judiciário.

Segundo o Botelho, durante a reunião os ânimos foram “pacificados”.

“Questões administrativas, questões dos Poderes estão acima dessas questões individualizadas. Então, isso ficou bem claro nessa reunião, foi pacificado. Não existe nenhum clima de tensão entre o Legislativo, Executivo e Judiciário. E isso ficou bem claro nessa reunião. Está bem pacificado”, disse.

Estiveram no encontro, também, o procurador de Justiça Hélio Fredolino Faust e o conselheiro Luiz Henrique, representando o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Os últimos acontecimentos gerou um "mal estar" na relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

Até o momento seis secretários do Governo são alvos de ações judiciais. Na semana passada o secretário estadual de Saúde Luiz Soares foi preso por descumprir uma liminar que obrigava o Estado a fornecer um medicamento à um paciente do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta quarta-feira (27) a Polícia Civil prendeu dois secretários e dois ex-secretários de Pedro Taques por determinação do desembargador Orlando de Almeida Perri em decorrência das investigações sobre o esquema de escutas telefônicas ilegais.

Eles são acusados de obstrução à Justiça e tentavam gravar o desembargador Orlando Perri a fim de usar qualquer frase sua fora de contexto para montar uma farsa e pedir seu afastamento das investigações em andamento através de seis inquéritos policiais autorizados pelo desembargador.

Hoje a secretário de Comunicação, Kleber Lima, também foi afastado do cargo por determinação judicial. Ele é acusado de assédio moral supostamente cometido contra servidores do Gabinete de Comunicação (Gcom).

Segundo o presidente da Assembleia, Taques deixou claro que não irá misturar as decisões judiciais referentes às investigações dos grampos telefônicos ilegais com questões administrativas.

“Essas são questões pessoais. Se teve grampo, se alguém grampeou, ele é que tem que responder, não o Governo, a estrutura governamental. Então, foi um encontro para discutir a união entre os Poderes, que não pode acabar em tensão e na ideia de que há brigas”, afirmou.

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