GERAL • Postado em 31-08-2017

Tenente do Bope não foi morto em confronto, aponta inquérito

Aline Brito

Da redação

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A Corregedoria da Polícia Militar concluiu o inquérito sobre a morte do tenente Carlos Henrique Scheifer, de 28 anos, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), onde foi constatado que a morte não ocorreu durante uma ação policial. A morte aconteceu no dia 13 de maio, em Matupá (a 696 km de Cuiabá).

A investigação descartou a tese dos policiais que estavam com o tenente no momento da morte. Conforme a corregedoria, os policiais envolvidos inventaram um suposto confronto para encobrir a morte de Carlos, que foi baleado um por cabo do Bope.

Segundo o inquérito, Scheifer morreu enquanto participava de uma operação do Bope que procurava assaltantes de banco na região de Matupá. A ação policial terminou com quatro suspeitos presos e dois mortos, além de outros dois que conseguiram fugir.

Os três policiais que estavam com Scheifer, sendo um sargento, um cabo e um soldado do Bope, sempre afirmaram à corregedoria que a morte do colega ocorreu em um confronto com os ladrões. Porém, em julho deste ano, um exame de balística revelou que o tiro que matou Scheifer partiu da arma de outro policial.

Depois do resultado desse laudo, os policiais envolvidos mudaram a versão do que realmente ocorreu. “O confronto que a guarnição disse que ocorreu, na verdade, não existiu. Foi um erro. A guarnição estava na mata durante a noite e, nesse cenário, o tenente tinha levantado e foi confundido com o suspeito do assalto. Um dos integrantes, o cabo do Bope, fez um disparo”, pontuou o corregedor-geral da PM, coronel Carlos Eduardo Pinheiro da Silva.

Os policiais serão indiciados por prevaricação (crime contra a administração pública), falsidade ideológica e comunicação falsa de crime. Apenas o cabo, responsável por atirar e matar o tenente será indiciado por homicídio. 

“Eles vão responder criminalmente por colocar no boletim de ocorrência um fato que não ocorreu. Ainda restam algumas dúvidas e queremos fazer novas diligências”, finalizou o corregedor.

Agora, a Corregedoria da PM enviará ainda essa semana, a conclusão do inquérito para o Ministério Público Estadual (MPE).

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