GERAL • Postado em 30-08-2017

Riva é acusado de planejar falso atentado para incriminar Silval e deputados

Patricia Xavier

Da redação

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Um suposto plano de assassinato, orquestrado pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALMT) José Riva, foi revelado pelo empresário Antônio da Cunha Barbosa Filho, o Toninho Barbosa, irmão do ex-governador Silval Barbosa. Riva é acusado de ter planejado simular um atentado contra ele mesmo para incriminar falsamente Silval e também os deputados Mauro Savi (PSB), Guilherme Maluf (PSDB) e Gilmar Fabris (PSD).

O ex-presidente da AL teria ordenado ainda que, se preciso fosse, o motorista dele poderia ser morto na armação. O atentado só não foi consumado porque o pistoleiro contratado para realizar o serviço conhecia Savi e revelou a ele a armação planejada por Riva.

Essa informação faz parte da delação premiada de Toninho Barbosa junto a Procuradoria Geral da República (PGR).  Seu depoimento ocorreu em maio deste ano.

Toninho disse que Mauro Savi o procurou informando que teria recebido mensagens, pelo aplicativo WhatsApp, de uma pessoa desconhecida, que dizia que tinha um amigo em comum com o deputado e que, há cinco anos, o deputado o teria ajudado, por meio de um advogado que o tirou da cadeia. Essa pessoa falava, ainda, que havia recebido uma encomenda para “simular um atentado contra o senhor José Riva, ex-deputado estadual, e que teria sido contratada pelo próprio José Riva”.

Ainda em depoimento, Toninho Barbosa alegou que chegou a ver e ler as mensagens no celular de Savi e, que a pessoa já teria recebido parte do dinheiro para executar o serviço. “Que essa mesma pessoa narrou a Savi, ainda, que Riva teria dito que, se fosse preciso, era para matar o motorista e jogar a culpa nas pessoas do declarante (Antônio), Silval, Savi, Maluf e Fabris”, diz trecho da delação do irmão do ex-governador.

Segundo Toninho, Mauro Savi já teria procurado o governador do Estado, Pedro Taques (PSDB), que imediatamente chamou o secretário de Segurança, Rogers Jarbas, que iniciou um processo de investigação.

Taques confirmou nesta quarta-feira (30), que soube do suposto atentado por meio de Savi, em abril deste ano.  "Isso é fato sim. Eu fui procurado pelo deputado Mauro Savi, isso é fato. Imediatamente chamei o secretário de Segurança (Rogers Jarbas) e está tudo documentado. O secretário de Segurança vai mostrar para vocês todos os documentos”, disse Taques em entrevista coletiva à imprensa.

Outro lado

A defesa do ex-deputado José Riva emitiu nota alegando que o ex-parlamentar nunca procurou outras pessoas para atentar contra a integridade física ou moral de outras pessoas.

Veja a nota na íntegra:

“Em virtude da matéria jornalística veiculada pela mídia local acerca de eventuais ilicitudes praticadas contra a vida de terceiros, a defesa de José Riva vem a público esclarecer que a integralidade de todas as conversas mantidas por meio do aplicativo Whatsapp, notadamente daquelas em que lhe foram oferecidos serviços escusos e ilegais, foram entregues em tempo real às autoridades e são objeto de investigação sigilosa por parte do Ministério Público de Mato Grosso.

De toda sorte, em benéfico da ênfase, esclarece que jamais manteve qualquer tipo de contato com terceiros que envolvesse a integridade física ou moral de qualquer pessoa, nem mesmo através de ação controlada pelos órgãos investigativos do Estado do Mato Grosso"

Rodrigo Mudrovisch, advogado responsável pela defesa de José Riva.

 

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