CIDADES • Postado em 10-10-2017

Quatro servidores são investigados por suposto comércio de lacres falsos de tornozeleira

Aline Brito

Da redação

/ Reprodução

A Polícia Civil cumpre na manhã desta terça-feira (10) oito ordens judiciais, sendo quatro mandados de busca e apreensão e quatro conduções coercitivas, contra servidores estaduais acusados de comercializar lacres falsos de tornozeleiras eletrônicas em Mato Grosso.

De acordo as investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), os servidores estariam recebendo vantagens indevidas para alterar dados do sistema de monitoramento eletrônico na Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

Segundo o delegado Diogo Santana Souza, as investigações começaram há três meses. A ação policial desta terça-feira foi feita para apreender os aparelhos celulares dos investigados, além de conduzi-los para serem interrogados sobre o suposto esquema.

Conforme a Polícia Civil, os suspeitos poderão responder pelos crimes organização criminosa, corrupção passiva e extorsão. A investigação aponta um suposto esquema ilegal, envolvendo servidores que trabalham ou já trabalham no setor de monitoramento.
As ordens judiciais foram decretadas pela 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.

Monitoramento

Mato Grosso é o segundo estado do país com o maior número de presos monitorados por tornozeleira eletrônica. Ao todo, 2.857 presos são monitorados pelo equipamento no estado. O custo mensal dos equipamentos por preso monitorado em Mato Grosso, segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh-MT), é de R$ 255,76. Os detentos são monitorados em 33 cidades, dos 141 municípios do estado.

As tornozeleiras são opção da Justiça para que presos cumpram regime domiciliar e continuem sendo monitorados. Os equipamentos funcionam com um módulo GPS, como em carros, no qual são instalados um modem de celular, para transmissão de dados, com dois cartões de operadoras diferentes a fim de se evitar ausência de sinal.

 

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