CIDADES • Postado em 10-07-2019

Governador Mauro Mendes cria comissão para decidir futuro do VLT

Da redação

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O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que a comissão montada pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, do Ministério de Desenvolvimento Regional, em parceria com Mato Grosso, terá um prazo máximo de 120 dias para apresentar uma solução parao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

A comissão foi formada após três reuniões realizadas em Brasília com as equipes dos governos estadual e federal.

De acordo com Mendes, será necessário encontrar uma solução em parceria principalmente porque a obra foi financiada com recursos federais para atender a Copa de 2014 e não foi concluída até o presente momento. Ele citou já terem passado duas copas do mundo e duas gestões, tendo consumido mais de R$ 1 bilhão.

“O VLT foi financiado com recursos federais, tem dinheiro da Caixa Econômica Federal, por meio do FGTS, e a obra está parada com um contrato rescindido pela Justiça de Mato Grosso. Por isso é importante que essa decisão seja tomada em conjunto com todos os órgãos federais envolvidos”, afirmou.

Mendes acrescentou que o problema envolvendo o modal é complexo, pois existem três ações na Justiça contrárias às decisões que foram tomadas contra o modal e a execução da obra.

Além da demora no término da obra e as questões judiciais que permearam o contrato, outro fator grave envolvendo o VLT, segundo Mendes, é o esquema de corrupção delatado pelo ex-governador Silval Barbosa à Procuradoria Geral da República.

O VLT começou a ser construído em 2012 pelo consórcio VLT Cuiabá Várzea Grande, com um custo inicial de R$ 1,4 bilhão. O prazo de entrega era 13 de março de 2014, para facilitar a mobilidade dos turistas durante a Copa do Mundo de 2014, já que Cuiabá foi uma das sedes do mundial, e até a presente data não foi terminado.

Em 2009, quando Cuiabá foi escolhida para ser uma das sedes da Copa, a decisão do governo era para que o modal de transporte a ser utilizado era o BRT (Bus Rapid Transit), com o custo de R$ 400 milhões a época.

Somente em 2012, quando o Governo Federal autorizou a troca do modal, que Mato Grosso optou pelo VLT, com recursos da Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A obra do VLT foi projetada para ter uma extensão de 22 quilômetros, com dois itinerários. Segundo o projeto, o primeiro trecho ligaria o Aeroporto Marechal Rondon até a Avenida Rubens de Mendonça. O segundo trecho sairia da Avenida Tenente Coronel Duarte até a região do Coxipó.

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