CIDADES • Postado em 10-05-2018

Ex-militar é preso acusado de executar pessoas e divulgar fotos em redes sociais

Aline Brito

Da redação

/ Divulgação PJC-MT

A Polícia Civil prendeu em Campo Novo do Parecis (396 km de Cuiabá), um ex-militar do Exército, identificado como Jose Elgy Alves Silva, 31 anos, suspeito de liderar uma organização criminosa que teria praticado pelo menos cinco homicídio nos últimos meses.

A prisão aconteceu depois que a polícia recebeu um vídeo da execução em que o ex-militar aparece. Durante as investigações, a polícia identificou outros envolvidos possíveis envolvidos nos crimes, além de encontrar fotos do suspeito com restos mortais que seria das vítimas.

Em uma fotografia ele aparece posando, fazendo gesto com as iniciais de uma facção criminosa.

Na manhã desta quinta-feira (10) a Polícia Civil, em conjunto com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), realizou buscas e recolheu restos mortais das vítimas.

De acordo com o delegado que conduz as investigações, Adil Pinheiro de Paula, o ex-milirar, se passava como empresário na região, dono de duas borracharias e uma boate na cidade.

"Na Delegacia, ele confessou com frieza os cinco homicídios (4 consumados mediante execução e uma tentativa). Ele possui perfil psicológico diferente, não mostra arrependimento (inclusive comenta que as vítimas imploravam pela vida) e nenhuma preocupação em ir pra cadeia. Na verdade se vangloriava das mortes em grupos nas redes sociais (whatsapp) com outros integrantes de facção criminosa", explica o delegado.

Ele não confessa integrar organização criminosa, mas as investigações comprovam que ele atuava como o “disciplina” - o responsável por aplicar penalidades. Em interrogatório na quarta-feira (09) ele afirmou matar pessoas que estavam cometendo roubos e furtos na região. Justificou que a maioria das mortes eram de usuários de drogas e suspeitos da pratica de pequenos furtos e roubos, e que, segundo ele atuava como uma espécie de justiceiro que só fez bem para a sociedade ao retirar "esse pessoal de circulação", em suas palavras.

No entanto, conforme explica o delegado, esse argumento é uma estratégia da facção criminosa a que José pertence, para "dominar" o submundo do crime (especialmente o tráfico de drogas), galgando poder gradativo buscando controle e poder de uma área inteira.

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