CIDADES • Postado em 20-07-2018

Especialista afirma que empresas familiares não possui planejamento de sucessão

Da redação

/ Divulgação assessoria

Empresas familiares possuem sua própria complexidade: além de tratarem de assuntos relativos ao negócio, precisam lidar com questões referentes à propriedade e à família. Essas três dimensões permitem que elas recorram a modelos de negócios distintos e sólidos, o que resulta – muitas vezes – num desempenho superior às companhias de capital aberto. Por outro lado, os conflitos derivados de tal complexidade podem se transformar em fraqueza interna.

De acordo com a consultora associada do Grupo Valure, a especialista em Educação Executiva e profissional Coach Claudia Lisboa, as empresas familiares compõem dois terços do total de empresas no mundo. No Brasil, elas respondem por mais da metade do PIB e por três quartos dos empregos. Inclusive, 35% das 500 maiores empresas do país são familiares.

“No mundo todo, as empresas familiares têm tido desempenho superior. Aliás, o retorno para os acionistas em empresas listadas em bolsa nas quais os fundadores ainda estavam envolvidos é três vezes maior do que na média das empresas. No entanto, para cada 100 empresas familiares fundadas no Brasil, 30% chegam a segunda geração, 15% chegam a terceira geração e 4% chegam a quarta geração”, alertou a especialista durante palestra no 2º Encontro Regional Fenabrave, em Cuiabá.

Claudia comenta que, no mundo, poucas companhias e organizações têm 100 anos ou mais – algo que é ainda mais raro no Brasil. Entre as principais causas de desaparecimento das empresas familiares estão as dificuldades do próprio negócio (cerca de 20%), a falta de um sucessor competente (10%), a falta de capital para investir no momento necessário (10%) e as dificuldades e conflitos familiares (60%) – sendo que 50% deles poderiam ter sido evitados.

“Muitas vezes, há falta de estrutura de Governança, falta de coesão, falta de definição dos combinados, ausência de planejamento estratégico, inexistência de plano de sucessão, de capacitação de herdeiros e de uma combinação entre problemas pessoais e problemas profissionais, além do choque cultural de gerações. A propósito, 54% das organizações familiares não possui planejamento de sucessão”, explica.    

A especialista complementa que esse cenário está em constante evolução e destaca que há um movimento positivo acontecendo no país que mostra que, no futuro, as empresas irão passar da segunda geração – e melhorar essa estatística.

“As empresas buscam, cada vez mais, capacitar suas equipes – principalmente, as lideranças, porque são as grandes responsáveis por levá-las para o sucesso. Independente de serem herdeiros, sócios, acionistas ou executivos, as pessoas precisam estar aptas. Precisam entender de seus negócios e compreender quais competências precisam desenvolver, já pensando adiante, para que suas empresas tenham longevidade”, enfatiza.   

ATUALIZAÇÃO CONSTANTE – Em Mato Grosso, os profissionais podem contar com edições do programa FAL (Formação Avançada de Líderes) do Grupo Valure, que conta em sua grade com a facilitadora Claudia Lisboa. Novas edições estão programadas para o segundo semestre deste ano.

Por meio de cinco módulos e sessões de coaching, o programa visa desenvolver novos líderes e potencializar os atuais – facilitando o processo de crescimento e a expansão dos negócios. Encontros de ex-alunos do FAL, a Comunidade FAL, também estão programados com atividades especiais em 2018. Mais informações pelo e-mail comercial@grupovalure.com.br ou pelo telefone (65) 3318-2600

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